Deputado Bruno Peixoto critica alto preço dos combustíveis

O deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB) participou ontem, 7 de março, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, da  audiência pública para discutir a prática de cartel na revenda de combustíveis e criticou o aumento. Ele é autor do projeto de lei que suspende a inscrição estadual de postos que adulterarem combustível, podendo inclusive cassá-la.

 

Na audiência, Bruno criticou o alto preço da gasolina e etanol. “O imposto de ICMS em Goiás é de 30%, e são mais quase 30% de impostos federais  que influenciam diretamente no valor do produto para o consumidor final. No fim do ano, foi votado nesta Casa, com meu voto contrário e de toda a bancada da oposição, vários aumentos, mas agora o Procon, órgão fiscalizador controlado pelo Governo,  se esquece disso e quer colocar a culpa no empresário que também está sofrendo com a elevação dos custos, altas cargas tributárias e a falta de segurança”, salientou. 

 

Bruno destacou ainda que é preciso ampliar o debate. “ Acho que está na hora de analisarmos o que está acontecendo por conta do aumento do ICMS, da pauta de cobrança, dos preços das companhias distribuidoras, das usinas. Tem que ouvir todo mundo”, afirma.

 

O presidente do Sindiposto, José Batista Neto, explicou que o valor de venda final do combustível não depende apenas dos donos de postos. “Os distribuidores repassam para os postos com preços bem mais altos”, afirma. 

 

 superintendente da receita, Adonídio Neto Vieira Junior, representante da Secretária da Fazenda (Sefaz),  justificou que o momento é de entressafra e que a adição de etanol (27%) na gasolina também eleva os valores. Segundo dados divulgados pela  Agência Nacional de Petróleo, no início deste mês, o consumo de combustíveis no Brasil caiu 1,9% na comparação entre 2014 e 2015. "Isso é ruim para o País, para os empresários que vendem menos e para o consumidor, que tem que pagar mais caro".

 

Mesmo com a maior carga tributária do Brasil, o preço praticado nos postos de Goiás ainda estão abaixo da média nacional. Confira os valores cobrados em todo o País: www.anp.gov.br


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