Bruno Peixoto cobra solução para o mau cheiro na região norte de Goiânia

Presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB), realizou, no dia 6 de novembro, uma audiência pública em busca de soluções para o mau cheiro na região norte de Goiânia, principalmente no Setor Goiânia ll e bairros adjacentes. O local concentra grandes empresas e atividades poluidoras e também tem a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Britto, que recebe 70% do esgoto da Capital.

 

O gerente especial de Fiscalização, Monitoramento e Auditoria Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (SECIMA), Vitor Lenza Júnior, e a gerente de Tratamento de Esgoto de Goiânia da Saneago, Luana Gonçalves, participaram da audiência. Também fizeram parte da Mesa, o gerente de Monitoramento Ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Gabriel Tenaglia, e o deputado estadual José Nelto.

O presidente da Associação de Moradores do setor Goiânia 2, Jurandir Rosa, mora no local há mais de 30 anos e reclama que o problema do mau cheiro já se arrasta por quase dez anos. “Nossos imóveis estão desvalorizados e os problemas de saúde são recorrentes por causa do mau cheiro. Não aguentamos mais essa situação. Ninguém é responsabilizado e o problema nunca é resolvido”, afirma ele.

O professor Jair Marinho também foi um dos pioneiros da região. Conta que ama viver ali. Mas admite que conviver com o forte odor não é fácil, por isso, tem pensando em se mudar. “Não queria sair daqui, mas se o problema não for resolvido pretendo deixar essa região, porque está muito sofrido”.


O deputado Bruno Peixoto diz que está de mãos dadas com a população para resolver o problema. "É preciso uma resposta sistemática e eficaz, porque o valor dos imóveis nessas áreas está caindo, além do risco para a saúde da população local. Nós da Comissão exigimos a conclusão das etapas que faltam da ETE e o cumprimento do plano de gestão ambiental”.

 

Responsabilidades

 

O presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos e os moradores da região norte cobraram dos representantes dos órgãos uma solução para o mau cheiro e responsabilizaram, principalmente, a ETE pelo problema. “Nas épocas mais quentes, no fim da tarde até pela manhã o mau cheiro é insuportável”, reclama Gilherme Dllagnol.

 

A representante da Saneago explicou que o odor que existe no local é o mesmo em todas as épocas do ano e que este mau cheiro é comum de efluente doméstico, que não é agradável, mas que não aumenta. “A Saneago está contratando uma empresa especializada para realizar a identificação dos gases que geram mau cheiro, inerente ao tratamento e também o monitoramento desses gases na área do entorno da ETE e sua influência na comunidade”.

 

A AMMA diz que vários fatores contribuem para o odor na região norte, um deles seria causado por empresas que jogam esgoto de forma clandestina no rio meia ponte. O gerente de Monitoramento Ambiental da Agência, Gabriel Tenaglia, também afirmou que a ETE, apontada como a principal causadora do mau cheiro, é fiscalizada frequentemente.

 

Os moradores reivindicaram ainda a conclusão da obra da ETE Goiânia, que está parada desde 2011. “Queremos não só a conclusão da Estação, mas que a Saneago cumpra os termos de ajuste de conduta feito com o Ministério Público para o lançamento de esgoto clandestino no meia ponte, ela prometeu isso em 2008 e até hoje o problema não foi resolvido”.

 

A gerente de Tratamento de Esgoto de Goiânia adiantou que a Saneago está licitando a fase secundária da Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia (ETE) que aumentará a eficiência da remoção de matéria orgânica para mais de 90%, diminuindo seu impacto ambiental no rio meia ponte. A conclusão da obra está prevista para 2016.

 

Num jogo de empurra-empurra, o presidente da Comissão de Serviços e Obras Públicas afirmou que o problema precisa ser resolvido e que se for preciso, vai agir judicialmente. “Temos que identificar os culpados, sendo do setor público ou privado. O Estado é o maior responsável e deve ser responsabilizado. Se necessário vamos entrar com uma ação contra a Saneago", disse Bruno, que incentivou os moradores a entrarem com uma ação indenizatória contra a empresa.

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